Kate Holton e Matt Cowan
Uma importante empresa de tecnologia está pronta para lançar um novo formato de arquivo digital para música, o MusicDNA, que incluirá conteúdo adicional para os fãs como notícias, letras e imagens, e pode se tornar o sucessor do onipresente MP3.
O setor de música sofreu problemas com a pirataria nos últimos dez anos e vem procurando desenvolver novas ofertas a fim de atrair consumidores que adquiram música em sites legítimos, em lugar de obtê-la de forma ilegal.
O MusicDNA conta com o apoio do inventor do arquivo musical MP3 original, e permitiria que os fãs baixassem um arquivo MP3 portando conteúdo adicional para os computadores.
Gravadoras, bandas e grupos de varejo também poderiam enviar atualizações ao arquivo a cada vez que tivessem novidades a anunciar, como datas de futuras turnês, novas entrevistas ou atualizações de páginas de redes sociais.
O usuário receberia tanta ou tão pouca informação quanto desejasse, sempre que se conectasse à internet. Mas quem baixasse o arquivo ilegalmente ouviria apenas um ruído de estática e não receberia quaisquer atualizações.
A BACH Technology, proponente do MusicDNA, diz que está em busca de parcerias com companhias de varejo, gravadoras, detentores de direitos autorais e empresas de tecnologia, e que está disposta a fornecer a tecnologia para que terceiros a empreguem sob suas marcas.
A empresa está instalada na Noruega, Alemanha e China, e tem como parceiro o Instituto Fraunhofer para Tecnologia de Mídia Digital, da Alemanha.
"Estamos recebendo bons retornos, e o fato de que desejemos incluir a todos nisso, sem competir contra eles, ajuda", disse o presidente-executivo Stefan Kohlmeyer à Reuters.
Os arquivos de música poderão ser executados em qualquer player de MP3, entre os quais o Apple iPod. O music player ou a biblioteca online de música também podem ser adaptados para atender às necessidades do usuário, por exemplo pela integração a redes sociais existentes.

A Phillips lançou um novo MP3 player, chamado Activa, que promete analisar a biblioteca de músicas do usuário e selecionar as canções de acordo com o seu ritmo cardíaco. O público-alvo do aparelho são esportistas em busca de estímulo para seus treinos.
O aparelho possui o
software TempoMusic, desenvolvido pela Phillips, que é o responsável pela análise das características das músicas que estão no aparelho e escolha da mais apropriada para o ritmo do exercício. O programa também solicita que o usuário identifique as canções que considera mais estimulantes, para que sejam acionadas nos momentos mais duros dos treinos.
Parecido com um relógio, o Activa pode ser usado no pulso ou preso em uma faixa no braço. De acordo com o
site CNET, o dispositivo também oferece através de áudio informações como o número de calorias queimadas, tempo e distância percorrida. Há ainda um site no qual podem ser carregados os dados e acompanhados os treinos.
Segundo o
blog Gadget Lab da revista Wired, o aparelho possui um inconveniente: ele corta as músicas no meio para passar para a seguinte, que o aparelho considera mais adequada para o ritmo do exercício.
O Activa pode armazenar até 4GB de música, ou cerca de 500 canções, e custa US$ 130 (equivalente a pouco mais de R$ 225). O aparelho deverá estar disponível no mundo inteiro a partir de abril.

Geek


A Fusion Garage mostrou no último final de semana as primeiras imagens do tablet JooJoo para acesso à internet. O JooJoo é alvo de polêmica, já que o blog americano TechCrunch tinha criado, em parceria com a Fusion Garage, um tablet chamado CrunchPad e que deveria custar menos de US$ 300.
O JooJoo, na versão da Fusion Garage, é um computador tablet portátil com tela sensível ao toque de 12,1 polegadas, que entra em funcionamento em nove segundos e pesa 1,1 kg. Além de acessar a web com a tela em modo retrato ou paisagem, ele reproduz vídeos em alta definição, de acordo com a fabricante. Seu preço estimado deve ficar em torno de US$ 500.
O TechCrunch entrou na última sexta-feira com uma ação contra a Fusion Garage, que diz ser dona do projeto, em uma corte federal da Califórnia por fraude e engano, mau uso de idéias de negócios, quebra de responsabilidade fiduciária, competição injusta e violação do ato Lanham.
Segundo o TechCrunch, o Crunchpad estava quase pronto para ser apresentado ao mercado em sua versão final no último dia 20 de novembro. Entretanto, a Fusion Garage informou que os acionistas da empresa tinham optado por se retirar do projeto e fazer sua própria versão do produto, sem a participação do TechCrunch.

Zumo Notícias